quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Como vão as coisas...

Bem,  estou aproveitando muito as aulas aqui em Vancouver. Ainda não fiz nenhum passeio turístico, não fui as montanhas e nem nada do tipo, mas de fato estou muito empenhado nas aulas, fazendo meus deveres de casa todos os dias e tentando melhorar meu inglês a cada dia que passa. Um intercâmbio é uma excelente forma de aprender inglês... não há melhor forma. Na escola eu conheci muitos brasileiros e isso é porque estamos em época de férias no Brasil, óbvio! Na minha sala, tento falar com uma mexicana e com um espanhol sempre que posso, é mais divertido. Mesmo assim, os brasileiros são proibidos de falar português dentro da escola, então tudo certo! Conheci uma norte coreana muito fofa, chamada Boo... rs, estou me divertindo bastante.
Não sei se já comentei sobre a grandiosa responsabilidade social que os Canadenses tem... Regina sempre leva uma sacola própria para o mercado. Assim ela poupa sacolas plásticas, passa uma espécie de cartão em uma maquina e acumula pontos, depois, ela pode trocar esses pontos por dólares canadenses. Não tomo ela como exemplo único, muitos aqui fazem isso. Muitas coisas funcionam com responsabilidade social individual, o amadurecimento social aqui é algo visível.
Bem... ontem eu comi arroz feijão com peito de frango: comida brasileira! Provei McDonald's um dia desses e é a mesma coisa do Brasil, nada diferente disso! A única coisa que tenho observado é que a forma como o layout dos lanches é exposto é mais simples, com menos cores, mais séria. A variedade de lanches também não é a mesma... no Brasil a variedade de lanches voltado pro publico mais saudável é bem maior! Ah... detalhe, você pode beber o tanto de refrigerante que você quiser, de graça!
Bem, o metrô... uma coisa que eu acho muito engraçada é que não existem pessoas vendendo bilhetes... são máquinas! Simples assim.
Bem, as minhas aulas de inglês tem sido muito boas e eu tenho aprendido coisas bem diferentes que eu não havia visto antes: expressões que eles usam aqui e algumas coisas sobre voz passiva em orações em inglês. Na verdade, o que tem me ajudado muito mesmo é o cotidiano Canadense: me deparo com uma dieta totalmente diferente aqui com a Regina e toda vez que sento a mesa aprendo uma série de palavras que eu não conhecia.
Bem... não tenho muito que escrever... estou vivendo uma rotina aqui! Durante o final de semana farei algumas compras! Estou ansioso para gastar um pouco de dinheiro! Na verdade, agora tenho que estudar...
Vejo você na próxima postagem e espero que no Brasil não esteja tendo tantas enchentes!

domingo, 16 de janeiro de 2011

Second Day

Bom, mais uma vez aqui estou eu, ha 6 horas de diferenca de voces no Brasil.
Vou falar um pouquinho sobre ontem...
Regina nao estava se sentindo bem pela manha... uma especie de virose acabou atacando ela. Entao ela telefonou para Tonny, seu genro, e pediu que ele nos levasse ateh Vancouver para que conhecessemos o trajeto de onibus e skytrain. Bem, pela manha tomamos cafeh e depois disso fiquei lendo o livro que a Leny me deu. Logo, depois que almocamos, Tonny havia chegado.
Entao eu me deparei com a minha primeira dificuldade aqui: entender Tonny. Ele fala muito rapido e baixo, um verdadeiro desafio, mas no fundo consegui captar a maior parte das coisas que ele dizia. Fomos de carro ateh o terminal de onibus proximo a casa da Regina. Ele nos mostrou qual onibus poderiamos pegar e nos mostrou a tabela de horarios. Sim, de fato os onibus nao atrasam nem um segundo.
Fomos ateh a estacao de Skytrain, que eh uma especie de metro mais curtinho de dois vagoes apenas e sem divisorias, como o da linha amarela ai em Sao Paulo. Demoramos cerca de 15 minutos para chegar na estacao WaterFront, que eh a ultima estacao do skytrain, onde ao virarmos a esquina nos deparamos com a escola onde vamos estudar. O trajeto foi bem simples. A unica coisa que estou tentando entender ainda eh como esse raio de bilhete que eles usam funciona. Enfim, eu vou ter que aprender amanha na marra, afinal eh o meu primeiro dia de aula.
Conversei bastante com Tonny, ele nos mostrou os centros de eventos que foram construidos em Vancouver para receber os Jogos Olimpicos, nos mostrou diversos predios historicos, os principais shoppings na regiao, onde fica o Stanley Parque, como podemos chegar ateh as montanhas e falou um pouco da situacao economica das pessoas que vivem em Vancouver, que tem suas subdivisoes de parte comercial e residencial. Morar em Vancouver nao eh nada baratinho, soh pra ficar claro.
A cidade tem muitos Chineses... orientais pra ser mais geral. Tonny disse que isso eh devido a temperatura que se tem em Vancouver... as temperaturas nao sao extremas e isso favorece muito o local. Nao vimos neve por aqui ateh agora e provavelmente nao veremos. Quando nao chove, os canadenses costumam dizer que eh verao. Pois eh, pode estar o frio que for, se nao chover elas dizem que estao vivendo um "summer time" . Brincadeirinha deles.
Tomamos capuccino que ele nos pagou, conversei sobre a situacao de escolas publicas e hospitais publicos no Brasil. Ele ficou surpreso e eu disse uma hora "Estou falando dessa forma do Brasil e voce vai pensar que eh pessimo pra se morar, nao eh isso, eh que temos muitas falhas lah... falhas que voces nao tem aqui" e ele me respondeu "Claro que nao pensarei que o Brasil eh um lugar ruim de se viver, afinal voces tem uma populacao grandiosissima.". Talvez fosse melhor mesmo deixar que ele pensasse dessa forma. Eu acredito que muita gente se pudesse nao viveria no Brasil.
Tonny ficou com a gente ateh umas 5 da tarde, quando aqui tah estah uma escuridao total! Comentei com ele sobre o fato de pedestres atravessarem ateh quando o farol estah verde para os carros... ele me disse que o pedestre realmente tem prioridade ao atravessar as ruas canadenses. Soh que isso eh uma questao que envolve muito mais do que o pedestre simplesmente "querer atravessar a rua". Obviamente que a noite nao eh simples enxergar os pedestres que na maioria das vezes usam roupas escuras e quando se estah em um cruzamento eh dificil enxergar o que se tem pela frente. Ontem mesmo, Tonny quase atropelou um Canadense andando na rua. Isso envolve tambem a consciencia do pedestre, ele tem de estar ciente do risco que corre quando age dessa maneira.
Quando chegamos em casa, Mary e Mauricio, filha e genro da Regina estavam aqui com ela. Eh incrivel, todos eles tem olhos azuis. Mary eh muito gentil e simpatica, Mauricio eh totalmente acolhedor e engracado. Falava ingles MUITO rapido, mas em alto e bom som e o entendi perfeitamente. Eu acho que o problema eh o Tonny mesmo. Hahahaha
Mauricio eh careca, eu comentei que tomo remedios pra queda de cabelo e ele disse "Pare com isso garoto, vc nao eh seus cabelos. Voce tem um rosto bonito, tem uma boca bonita, dentes, nariz, seu olhar, nao se preocupe com seu cabelo. E tenho uam bela esposa que pode confirmar que eu nao sou os meus cabelos" e logo Mary respondeu "Exatamente, eu o amo dessa maneira". Foi divertido... falamos sobre Jabuticaba que eles nao tem aqui. Sempre falamos muito de plantas e frutas, Regina ama isso.
Bem, esse foi meu segundo dia em terras Canadenses, Regina foi a igreja pela manha e provavelmente jah ela estah chegando. Talvez iremos ver Katie no hospital e depois ir para as lojas daqui. Mauricio me disse que as coisas nas cidades da redondeza sao mais baratas do que em Vancouver.
Enfim, tudo pra mim eh ingles. Acordo falando ingles e vou dormir falando ingles... se eu nao evoluir pelo menos 50% eu me mato! Ateh sonhar em ingles eu sonho... hahahaha
Alias, estar aqui EH um sonho!

sábado, 15 de janeiro de 2011

A dream came true!

Bom, "to whom it may concern" rs:
Deixei minha casa por volta das 17 hrs do dia 14 de Janeiro de 2011 e cheguei no aeroporto exatamente as 18 hrs. A fila de check-in e depacho de bagagem era imensa, demorei mais ou menos uma hora e meia. Minha mae, meu irmao, minhas primas e a familia do Henrique jah haviam ido para a Pizzaria pois todos nos acreditavamos que teriamos tempo para comer (peco desculpa pela falta de acentuacao, estou em um teclado americano), mas estavamos errados pois as 8 da noite precisavamos estar dentro da ala de embarque. Assim foi feito, corremos ateh a pizzaria, comemos feito dois esfomeados e entao fomos pra ala de embarque. Ao abracar a minha mae, meus olhos encheram de lagrimas; eh ruim ter de fazer isso.
Tive de trocar de lugar com uma garota do lado do Henrique para que eu pudesse o ajudar com as coisas, quando ele fosse pedir algo. Duas aeromocas falavam portugues, mas as outras soh falavam ingles ou frances. A primeira coisa que eu ouvi em ingles foi "Sir, what is your seat?" eu queria morrer, havia entendido perfeitamente mas eu estava morrendo de medo. Talvez porque o povo brasileiro fica falando que o ingles daqui eh totalmente diferente... hunf, soh se for pra quem nao estudou, neh? Ateh eu que tenho uma dificuldade imensa em ouvir ingles me virei. Enfim, foram 10 horas de voo ateh Toronto, parecia que nunca ia acabar! Tinha um coreano MASCANDO a comida do meu lado, muito agradavel.
Quando chegamos em Toronto vimos uma das coisas mais magicas, parecia que estavamos em um filme (sim, esse exagero todo porque nunca tinhamos visto): neve! Sim, estava nevando em Toronto as 5 da manha. Tivemos que passar pela imigracao, que tambem foi tranquilo. Queriamos ir ateh a rua, mas eu estava preocupadissimo pra nao perdermos o voo para Vancouver. Entao mais 5 horas de voo. Eu dormi feito uma pedra.
Quando chegamos no aeroporto de Vancouver tivemos que ligar pra Regina e dizer que ja tinhamos chegado. Eu pensava que seria dificil, mais uma vez porque os brasileiros falam que o ingles eh totalmente diferente: eu entendi e me comuniquei com ela perfeitamente. Assim tem sido, estou me comunicando com ela facilmente e aprendendo bastante coisas que se fala no dia a dia. O Henrique estah tendo algumas dificuldades, mas isso eh normal, ele entende, sabe o que dizer mas tem medo de errar.
Fomos ver a Katie no Hospital ontem, ela nao estah muito bem. Alem do peh quebrado ela tem pressao alta, e diabetes... nao se sabe quando ela virah pra cah. O hospital onde ela estah eh o hospital publico de Delta. O hospital publico daqui eh como os particulares no Brasil. Ou no Brazil tem hospital publico com porta automatica? Elevador? Quadros com obras nas paredes? Cantina apresentavel? Sim, estou falando de um pequeno hospital publico. Nao eh um centro cirurgico. Ao lado do pequeno hospital existe um centro de tratamento que recebe pessoas em estado terminal. Lah a pessoa doente tem todo conforto necessario antes de morrer, Regina me disse que um familiar pode acompanhar a pessoa durante esses dias. Isso eh publico.
Vimos muitos coelhos na rua, Regina disse que isso eh porque na pascoa os pais dao coelhos as criancas. Eles se cansam e os coelhos ficam na rua. Obvio, estou em uma aerea rural, Delta eh uma cidade do interior.
Regina eh um doce. Eh uma senhora muito gentil. Quando chegamos ela jah havia preparado lanche pra gente! E aqueles que AMAM falar que Canadenses soh comem fast food, pasmem: Regina tem sua propria horta e tudo que comemos ontem foi proviniente de lah. Ela planta durante o verao, colhe, congela, e agora no inverno temos de tudo. No freezer da garagem dela tem morango, salmoes gigantescos congelados, verduras, cenouras, tomates, amoras e outras coisas tambem. Ontem comemos uma especie de rosbife, pao integral, salada de repolho com cenoura e diversos temperos.. estava tudo muito bom!
A casa onde estamos eh linda. Um jardim verde imenso! Vou postar fotos em breve.
Ontem fomos comprar mel em uma casa aqui perto. Eles tem mel de tudo quanto eh tipo, eu achava que mel era mel nao importa de que jeito. Hahahaha. Regina gosta de adocar o cha com mel.
Bom, no Brasil deve ser umas 18 horas quase, aqui sao quase 10 da manha. Eu contarei mais detalhes depois, vou passar um pouco de frio lah fora com o Henrique, queremos dar uma volta e tirar fotografias. Aqui anoitece muito cedo, eh uma pena!
Estou muito feliz por estar aqui, MESMO. Se eu tivesse a chance de trazer algumas pessoas pra cah eu acho que nao retornaria para o Brasil!

domingo, 2 de janeiro de 2011

Meu amor não está na Vizinhança

Eu sou o contraste em pessoa. É com esse fato que eu costumo afimar com convicção de que me transformo de água para vinho sempre que o cenário a minha volta gira e a música que toca passa a ser outra. Passei por momentos complicados em um relacionamento há quase dois anos e desde então uma pedra de gelo se instalou no meu peito. Tentei, juro que tentei por infinitas vezes me apaixonar seriamente por alguém e não obtive sucesso. Quando alcancei ao menos um "carinho" profundo para que tentasse começar uma história de amor, obstáculos surgiram e eu resolvi simplesmente não dar mais corda em brinquedo torto. Bebidas, bocas e corpos distintos não completam e não alegram corações cheios de esperança. Me senti muito vazio.
Eu acordei de repente e percebi que borboletas voavam dentro do meu estômago e talvez elas estivessem tentando desviar da água que descongelava do meu peito. O botão de degelo foi acionado. A minha sensibilidade está a flor da pele e eu estou profundamente apaixonado.
Seus lábios constróem reações quimicas que fazem fogos de artíficio explodirem dentro de mim. Sua pele quente e macia faz eu sentir como se eu estivesse pisando sobre a grama verde do Jardim do Éden. Seu corpo junto ao meu me leva para um mundo paralelo onde eu não penso mais nada a não ser em continuar e buscar a fórmula de eternizar tão grandioso prazer. Os desafios que tenho de enfrentar pra ter você por perto são mínimos em relação ao que sinto.
"Eu te amo" é sem sombra de dúvidas o que gravei no meu sistema de voz e não vou parar de repetir nunca a você. Só o amor é capaz de me arrancar lágrimas como você tem arrancado. Lágrimas de pura emoção... de saudade, não de tristeza.
Estamos a uma distância linear de 432 km e ela, que parece ser monstruosa, é tão pequena diante de outra linha que enxergo bem diante da ponta dos meus pés: a linha do nosso futuro. Eu sei que vou aprender muita coisa com você... afinal todos nessa vida nos ensinam algo. Eu sempre pensei no MEU império; hoje eu penso no NOSSO. Não estamos longe disso.
Lá fora eu não posso enxergar seu rosto... aqui dentro eu não posso sentir o seu cheiro e nem o seu toque. Eu queria poder repetir tudo de novo: sentir seu cabelo espetando meu ouvido enquanto você dormia sobre meu ombro; ver seu sorriso encantador; ter você tentando me irritar e provocar ciume; brincar contigo e ficar nos mordendo feito duas crianças tolas... ai que saudade!
Meu amor... você não está na vizinhança, não está perto de mim; está dentro de mim e aqui dentro, com calor e proteção, te guardarei... te AGUARDAREI.
Eu te amo... eu te amo... eu te sinto aqui dentro, mesmo você estando tão longe.
Obrigado pelos primeiros segundos mágicos de 2011 sentindo o calor dos teus lábios. Mais uma vez: eu te amo!

domingo, 26 de dezembro de 2010

Dois Mil e Deu Certo

Certamente seguir em frente é o que a vida nos pede; se pararmos seremos verozmente engolidos e deglutinados. Mas e avaliar nossas ações? E fazer uma retrospectiva geral de atos? Reclamamos muito da vida como se ela fosse uma caixa de surpresas responsável pelas coisas ruins que aparecem em frente a nossa face, mas quando os momentos bons ocorrem atribuimos, de maneira egocentrica, todo mérito a nós mesmos como se fossemos donos de uma força suprema e profundamente dignos de felicidade. "Oras, tudo vai bem? Tem que ir bem mesmo, eu mereço". Não é assim?
O início do ano foi o tempo de mudanças bruscas na minha vida. Escolhi viver uma vida profissional diferenciada na capital do estado que me mostrou o lado gostoso, porém complicado, da comunicação na política. Tive contato com pessoas de profunda inteligencia, gentileza e carinho. Eu construi uma família que levarei em meu coração para sempre: a família CF. Abandonei pessoas que eu amo profundamente e que tenho uma magnífica admiração: a Focus Publicidade; quem me amadureceu enquanto profissional e me deu espaço para que eu errasse. Mais do que um simples funcionário, foi reconhecido como um ser humano cheio de sonhos e vontades. Os deixei mas que fique claro que visitas exporádicas acontecem, jamais esquecerei quem me acolheu tanto nos momentos que mais precisei.A faculdade mais uma vez me mostrou que amigos não dão em árvores. Ainda tinha a visão de que todos são amigos de todos e que sangue será derramado caso um de nós seja atacado: balela; mentira; hipocrisia. As pessoas continuam provando a mim que são doentes. loucas, falsas e covardes. Até mesmo os mais corajosos mostram-se como cordeirinhos indefesos quando a corda aperta. Saber onde pisamos é conversa de malandro; se não arriscarmos novas amizades, não arrebentaremos nossas caras e estagnados no tempo ficaremos... totalmente imaturos. Como aprendi em terapia: a vida é um trem e embarques e desembarques ocorresm o tempo todo. Perdi pessoas que considerei amigas, mas ganhei outras de valores inestimáveis. Mantive boas notas na universidade. Tracei novas metas de estudos e estou certo de que estudarei Gestão de Mídias Digitais. É só o começo!
Aprendi que levantar o cajado e profetizar palavras fortes não mudará a forma de terceiros pensarem. As pessoas fazem de tudo para garantir sobrevivência quando estão sendo ameaçadas. Não tenho autonomia para catequizar ninguém, mas tenho total liberdade para definir quem fica e quem não fica mais ao meu lado. Participei de intrigas fortes, mas sobrevivi. Situações onde o verbo é solto e o sangue ferve são como filtros da vida: só sobrarão aqueles que de fato foram sinceros nos atos e verbalmente.
Viajei. Pela primeira vez sai do Estado de São Paulo. Machuquei pessoas aqui, fui ferido ali, mas aqui estou. Vivi aventuras malucas. Horas de viagem... a primeira viagem de aviação. Conselho de amigo: nunca vá pra casa de uma pessoa que você nunca viu na vida. Sei que ouvimos isso sempre por aí, mas não é pelo risco que corremos e sim por se deparar com o real poder do Photoshop em fotos do orkut. Quando se está entre quatro paredes é tarde demais pra tentar voltar atrás.
Dancei. Pisei diversas vezes em baladas com os amigos e eu me diverti SIM. A música, as pessoas, a companhia perfeita foram fatores determinantes. Mas sempre me senti muito vazio sem ter quem abraçar e dizer "eu te amo". Derrubei lágrimas por pessoas que sofriam por outros problemas, me fechei cada vez mais com medo. Me entreguei ao superficial. Até cercas quebrei e no lago, cheio de lama, fui parar. Lá estavam meus amigos de verdade... meus anjos.
Comprei, gastei! Fui às compras e comprei o que sempre quis comprar; satisfiz meus demônios consumidores. Observei! Vi que tenho dentro da minha casa uma mulher maravilhosa, cheia de simpatia e sonhos. Sim, minha mãe. Não que eu não tenha notado que ela é uma pessoa incrivel antes, mas é que nós, enquanto filhos, vemos nossas mães como mães e não como seres humanos cheios de vontades comuns. Eu tenho saido mais com ela, a valorizado mais nesse ponto, mas sei que preciso fazer muito ainda por ela e pela minha avó para poder compensar tudo que ambas me fizeram até aqui.
Cresci, profissionalmente. Tive espaço e autonomia pra mostrar meu talento e todas as minhas energias para efetuar um trabalho de qualidade. Trabalhar para o sucesso da organização é pensar também no meu nome, no meu sucesso.
Descongelei. Me entreguei ao sentimentalismo e vivo uma experiencia incrível atualmente. Sinto-me completo, ainda que algumas pequenas coisas faltem.Em suma, 2010 foi um ano da construção de uma base sólida. É com todas essas realizações que entrarei em 2011.Obrigado a todos que compuseram esse cenário de realidades. Obrigado aos que me fizeram o mal e aos que me fizeram o bem; sem tudo isso eu não teria alcançado o patamar que alcancei. Retribuirei TUDO!
Dois mil e Dez... Dois mil e Deu Certo!